Oi. Feliz 2009.
Buenos dias. Então, agora este blog, que iniciou sozinho o tortuoso caminho de escrever pelas novas regras ortográficas da língua portuguesa (e errou algumas vezes por isso, tantas quanto vocês também vão errar), está junto com todos os brasileiros na aventura. Mas, como eu disse na época, a primazia ia me fazer bem. E fez. Só posso desejar as boas vindas a todos que aqui chegaram. Olá.
Este post, no entanto, é um embromatório total. Eu precisava de um post intermediário antes de chegar à valorosa entrada de número 750. Na qual tudo vai mudar. De novo. Enquanto não muda, resolvi revirar meus arquivos e achei uma pérola do tempo em que eu escrevia letras de música e não estava com o mínimo saco de que fosse levado a sério. Apesar de que eu não desprezo nada do que eu escrevo — apenas guardo pra mim o que não é publicável.
Deste modo, pra diversão de cada um, eis a letra de Guerrilha Contrabaixo, que nunca foi musicada por ninguém. Mas vai que aparece um doido. E, se aparecer, avisaí. Porque isso eu gostaria muito de ouvir um dia.
Guerrilha Contrabaixo
Delfin, 26 jan 1999Batata na solidão
Dribla a lata no varal
Coçando o almanaque
Pra gelar o violãoE eu sei que ela tem razão
E eu sei que ela tem razãoUm palito atrasado
Nunca fez o pelo lambendo
Numa parada de barítono
Com um botão salgadoE eu sei que ele tem razão
E eu sei que ele tem razãoParaguai!
Paraguai!
Paraguai!
É o momento da geleia!
Panamá!
Panamá!
Panamá!
E tiro a cortina da miséria!A gripe enlaça o pó
E a finta escapa em monte mor
O patinho digita cereais
E o não nada nunca anymoreE eu sei que eles têm razão
E eu sei que eles têm razão

