Fecham-se as cortinas

•28/10/2009 • Deixe um comentário

E é isso aí, pessoas. Aqui eu encerro oficialmente as aventuras das três primeiras versões do DelRey. Uma quarta eventualmente poderá nascer. Admito, com menos carga íntima, mas sem perder o conteúdo pessoal. Principalmente a versão 3 deste blog teve um papel confessional demais. Foi necessário na época. Não é mais.

A bem da verdade, a atitude foi tomada há um ano, mas só hoje oficializada. Mas decidi que apagar a memória destes dados seria privar todos deste arquivo. Que contém algumas coisas interessantes, algumas verdades e um monte de impressões sobre o que eu penso ser correto. Parece a mim que é o melhor jeito de honrar a minha própria memória (mesmo que isso pareça muito autorreferente, alguém tem que zelar por ela).

Sendo assim, declaro morto o DelRey. E fundado o pétreo Museu DelRey. Com a volta dos comentários, para quem quiser se aventurar a comentar o passado. Se imagens sumirem, minha ideia é repô-las com o tempo. Tenham paciência. E boa visita ao museu.

See you later, Space Cowboy!

Oi. Feliz 2009.

•11/01/2009 • Deixe um comentário

Buenos dias. Então, agora este blog, que iniciou sozinho o tortuoso caminho de escrever pelas novas regras ortográficas da língua portuguesa (e errou algumas vezes por isso, tantas quanto vocês também vão errar), está junto com todos os brasileiros na aventura. Mas, como eu disse na época, a primazia ia me fazer bem. E fez. Só posso desejar as boas vindas a todos que aqui chegaram. Olá.

Este post, no entanto, é um embromatório total. Eu precisava de um post intermediário antes de chegar à valorosa entrada de número 750. Na qual tudo vai mudar. De novo. Enquanto não muda, resolvi revirar meus arquivos e achei uma pérola do tempo em que eu escrevia letras de música e não estava com o mínimo saco de que fosse levado a sério. Apesar de que eu não desprezo nada do que eu escrevo — apenas guardo pra mim o que não é publicável.

Deste modo, pra diversão de cada um, eis a letra de Guerrilha Contrabaixo, que nunca foi musicada por ninguém. Mas vai que aparece um doido. E, se aparecer, avisaí. Porque isso eu gostaria muito de ouvir um dia.


Guerrilha Contrabaixo
Delfin, 26 jan 1999

Batata na solidão
Dribla a lata no varal
Coçando o almanaque
Pra gelar o violão

E eu sei que ela tem razão
E eu sei que ela tem razão

Um palito atrasado
Nunca fez o pelo lambendo
Numa parada de barítono
Com um botão salgado

E eu sei que ele tem razão
E eu sei que ele tem razão

Paraguai!
Paraguai!
Paraguai!
É o momento da geleia!
Panamá!
Panamá!
Panamá!
E tiro a cortina da miséria!

A gripe enlaça o pó
E a finta escapa em monte mor
O patinho digita cereais
E o não nada nunca anymore

E eu sei que eles têm razão
E eu sei que eles têm razão

Mojo Books, dois anos!

•15/12/2008 • Deixe um comentário


Dá pra acreditar nisso?

Novas capas para os hoje clássicos livros inaugurais da Mojo, que agora ganham títulos (e todos os livros anteriores da editora passarão pelo mesmo processo para que recebam seu merecido ISBN). Assim e pela ordem: Danilo Corci ponteia com Vida de mosca, baseado em Black Celebration (Depeche Mode); Ricardo Giassetti organiza tudo em Um dia de ordem, baseado em Technique (New Order); Luiz Cesar Pimentel sintetiza as coisas em No avião, sobre o mar, baseado em #1 Record (Big Star); e eu mesmo relembro dias de sentimentos fortes com Tudo o que eu vejo é nosso amor, baseado em In It for the Money (Supergrass).

Tudo isso é parte da comemoração dos dois anos da Mojo Books, que completará 100 livros lançados no dia 19 de dezembro, com a publicação de É só isso meu baião, baseado em Getz/Gilberto, clássico absoluto dos duetos internacionais, e escrito por Marcelino Freire. Um indício de que os nomes da ‘nova literatura oficial’ finalmente deixaram de ignorar a Mojo? A conferir — mesmo porque ninguém precisa dos auspícios deste ou daquele a este ponto do campeonato, em que a editora migra finalmente (começou neste domingo) para o Vírgula, onde fará linha de frente, por exemplo, com Djalma Jorge e outros bem cotados de plantão.

Adonde que isso vai parar, sô? Confira nesta sexta, às 20h, no Tapas Club (R. Augusta, 1246), a reunião de tudo isso e muito mais na última festa MOJO Club do ano — o evento se tornou um verdadeiro hype em Sampa e encerra a temporada em grande estilo.

Espero vocês todos lá, com um set musical de arrasar!

Apenas ajudando o controle de natalidade

•13/12/2008 • Deixe um comentário



Vocês têm que admitir que faz sentido.

Aviso importante aos navegantes

•02/12/2008 • Deixe um comentário

Tratem de já ir mudando os seus bookmarks para www.delfin.com.br, ok? Porque este blog, como vocês o conhecem (e com o conteúdo que vocês conhecem) vai morrer. E outro muito mais bacana vai surgir no lugar. Vamos subir ao nível Pro, ok?

Playstation 2, cansaço e a tênue linha entre oportunidade e concretização

•02/12/2008 • Deixe um comentário

Tomei finalmente uma atitude e comprei para mim, na semana passada, algo que me era fundamental e que eu estava adiando desde 2004: meu Playstation 2. A decisão foi tomada pela relação entre a diversão que eu teria, a diversidade de opções que me seria oferecida, o custo dos jogos (‘alternativos’, como me disse o dono da loja em que comprei o console – hehehehe) e, claro, o custo do aparelho. No começo do ano eu ainda pendia para o Wii, nunca tendo seriamente considerado nem o PS3 e nem o XBox. Mas minha priminha Marcela ganhou o console revolucionário da Nintendo e, então, jogar na casa dela tem sido uma diversão. Então, há duas semanas, o Fer, outro primo meu, comprou o PS2 dele e me animou a comprar um console e mais uma porrada de jogos, quase todos diferentes dos dele. Te juro, foi uma primeira semana de fortes emoções e diversão garantida. E, finalmente, um parceiro pra insônia — mas, mais que isso, um relaxante/extenuante para o merecido descanso do qual eu realmente necessito.

Quem ainda diz (são cada vez menos os babacas) que videogame é coisa de criança realmente começa a ficar ali, ali na linha reacionária que caminha paralela aos imbecis que adoram atacar os quadrinhos (a última vítima é a versão teen da Turma da Mônica, o maior fenômeno editorial do ano — e isso porque tentaram fabricar as vendas da biografia do Edir, rapaz!). Ainda mais que o PS2 é também um aparelho de DVD, o que me mata dois cachorros com uma paulada só.

Fora os jogos: todos os Final Fantasies do PSX, Fifas, PES 2009, God of Wars, Manhunts e, a grande estrela até agora, Kingdom Hearts II.

Em meio a tudo isso, foi um mês de prospecção de oportunidades que, em sua maioria, devem se concretizar apenas em 2009. Olhando pela escotilha, me parecem realmente coisas muito interessantes acontecendo, que podem surpreender muita gente (mas não quem me conhece de verdade, e não apenas algumas famas esquisitas que alguns insistem em querem imputar em mim). Pois cada um tem seu quadrado e eu estou conquistando o meu.

Festas MOJO? De vento em popa. Se o MOJOCast foi o evento musical da editora digital em 2007, o MOJO Club o é em 2008. No fim do ano, termina. Em 2009? Quem sabe? Vai que a gente faça um festival de música, um happening espacial, ou vai que o Ratzinger escreve o primeiro MOJO católico baseado num disco do Marcelo Rossi? Tudo é possível, e cada vez mais.

Mais algumas coisa?

Ah, sim: Fani, Burn, Van, Otávio e Fox. Em breve. Aguardem!

Morreu Claudio Seto

•15/11/2008 • Deixe um comentário

Um dos maiores mestres do quadrinho nacional, que, neste ano, foi justamente reconhecido na premiação do HQ Mix, que homenageou diversos descendentes de japoneses. Conheci o Seto em 1991, na Gibiteca de Curitiba, quando participei da oficina de quadrinhos no Enecom daquele ano. Já admirava ele há alguns anos, desde que tive a chance de entrar em contato com alguns de seus materiais da Grafipar.

Com a morte de Claudio Seto, hoje, fico órfão dos três grandes mestres que eu conheci em meu início de carreira: o próprio Seto, Gedeone Malagola (que faleceu neste ano, em uma das fases em que este blog despencou e não pude noticiar na época) e Waldir Igayara de Souza (o primeiro homem a botar fé no trabalho que eu, Giassetti, Jean, Dennis e Miranda fazíamos).

Nem preciso dizer que este blog, novamente, está de luto.

Era esterco de verdade?

•10/11/2008 • Deixe um comentário

O vídeo sensacional do ano: Tom Wilson. Que ganhou o meu respeito pra vida toda depois de interpretar o melhor vilão de toda a minha adolescência.

Via KibeLoco.

Onde está Obama?

•06/11/2008 • Deixe um comentário


Três chances, ok? Clique na imagem para ampliar, se estiver difícil.

Say it ain’t so!

•05/11/2008 • Deixe um comentário

A MTV resolveu disponibilizar seu acervo musical online, já que sua programação de TV (inclusive no Brasil, fora os horários de madrugada e amanhecer) insiste em não ser mais o que sua sigla apregoa(va).

Pra comemorar, o primeiro vídeo de uma série. Um clipe do Weezer de que gosto muito. Say anything, say! (se o embed não funcionar, olé, olé, olá, eu vou reclama-ar!)

 
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